Uma iniciativa picante tem esquentado o acesso a vagas nos cursos da Rowan University. O presidente da instituição, Ali Houshmand, colocou sua receita de molho de pimenta a serviço da concessão de bolsas de estudo nessa universidade pública em Glassboro, Nova Jersey (EUA).

Créditos: Reprodução/Rowan University

Ali e suas obscenidades

Houshmand cultiva pimentas e fabricava o condimento em pequena escala, apenas para presentear familiares e amigos – “muy” amigos, aliás, dado o potencial incendiário do tempero.

Isso até que, um dia, um de seus funcionários – “muy” amigo – sugeriu que porções do molho fossem vendidas com o intuito de angariar fundos para a universidade.

O presidente, então, botou lenha na linha de produção do preparado à base das pimentas criadas no próprio campus. Para baratear os custos de fabricação, conta com doações e preços mais camaradas dos fornecedores.

A ampliação do processo produtivo também teve uma mãozinha de especialistas do centro de inovação em alimentos de Rutgers, em Bridgeton, Nova Jersey.

Em pouco mais de duas semanas, as vendas do molho levantaram cerca de US$ 5.000 (em torno de R$ 16.200), aplicados integralmente em prol das bolsas.

O condimento é comercializado em três versões, escaladas de acordo com o ardor da temperatura – “Ali´s Nasty”, “Nastylicious” e Nastyvicious”, combinações do nome do presidente e das palavras delícia e vício com o adjetivo “nasty”, que significa obsceno ou perverso.

Mas há males que vêm para o bem, como já se diz. Então, pode-se dizer que foi uma boa maldadezinha o concurso organizado para o lançamento dos produtos, no restaurante Chickie's & Pete's, localizado no bulevar da Rowan.

Além de promover a nova marca, a ideia foi colocar à prova a resistência dos 20 competidores ao fogo temperado dos molhos de Houshmand sobre asinhas de frango. Cada um ainda pagou US$ 25 (cerca de R$ 81) para participar da disputa.

Parodiando o ditado, pimenta para o estudo dos outros é refresco.

Por QSocial