O engenheiro de produção Pedro Goidanich, de 31 anos, possui uma empresa que faz aplicativos voltados para o ramo das startups de modelo enxuta (lean startup).

Mais do que um simples negócio, o jovem empreendedor diz que trata o projeto de seus clientes como se fossem seus. “Ajudo com meus conhecimentos adquiridos, acertos e erros, mas sempre incentivando no desenvolvimento do modelo que acreditamos”, revela.

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Pedro Goidanich, fundador da Joyz

Tanto é verdade que uma das parcerias virou sociedade. Roberto Bertollo procurou o brasiliense radicado em Porto Alegre para uma empreitada comum. A primeira experiência da dupla não foi bem-sucedida, mas, na sequência, eles projetaram Joyz - A rede do bem, uma startup com o objetivo de democratizar a filantropia, fundada em setembro de 2016.

A empresa pretende formar uma “comunidade de pessoas do bem”, criando laços entre causas sociais e pessoas doadoras. A raiz do nome (com exceção da letra “z”) vem da língua inglesa e pode ser traduzida como “alegria”.

“Acredito sinceramente que podemos fazer projetos que ajudem as pessoas e que sejam lucrativos ao mesmo tempo. As pessoas do bem são a maioria no Brasil. Quando se faz caridade, deve-se lembrar que a pessoa do outro lado está num momento frágil. Ela precisa de dinheiro, mas também precisa se sentir acolhida, entrosada”, comenta Pedro.

O conceito é muito simples: Joyz é uma moeda virtual que vale US$ 0,10. O usuário do app pode fazer uma microdoação para qualquer campanha que estiver rolando na plataforma. Segundo o fundador, a dinâmica se assemelha aos likes do Facebook.

Créditos: Joyz Divulgação

Joyz

A startup não fatura nada em cima dos montantes doados. A rentabilidade vem de outras empresas amigas da Joyz, que participam de ações pontuais (como na distribuição da moeda virtual) e divulgam suas marcas, gerando sinergia entre todos os usuários do app.

Inovação empresarial e filantrópica

“Criatividade é uma ideia aliada a sua capacidade de aplicação prática, voltada para a inovação, de maneira que traga progresso e benefícios para as pessoas em geral. Ser criativo não depende de um dom, é o somatório de várias características naturais e treinadas”, define Pedro.

O engenheiro acredita que o empreendedorismo, sobretudo no ramo de startups, é um alicerce para a melhoria do Brasil (não apenas no quadro econômico), o que geraria um ecossistema capaz de promover maior qualidade de vida para as pessoas.

“O empreendedor deve entender que a possibilidade de ficar rico tem que ser tratada como consequência. Startups também são importantes pelo seu impacto transformador. Se a sua startup ajudar as pessoas de alguma maneira, ela vai ganhar muito dinheiro, e isso é uma ótima consequência”, resume.

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Jornalista. Atua como editor de conteúdo da Rede Brasileira de Criatividade.

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